Diversos detalhes são capazes de transformar um local de trabalho e produção em patrimônio seguro. É preciso atenção às minúcias.

A segurança de uma propriedade se inicia com um controle de acesso adequado, e este começa com fechamento adequado do contorno do terreno. Um modo bastante eficiente é a cerca de alambrado.

Consiste em se padronizar o Mourão para cerca adequado, cercar a propriedade e a manter sob vigilância constante, para evitar as intrusões.

Mourões são insumos que podem ser adquiridos prontos para uso. Consistem em vergalhão ou estrutura de aço Carbono, que é imersa em concreto, posto em processo de cura no interior de uma forma de aço, que define o formato do mourão.

Pinos de aço passantes, existentes no molde, possibilitam formar canaletas, que servirão para fixar o alambrado. Evidentemente, graxa desmoldante para a forma de aço é recomendável.

A vantagem de se comprar mourões prontos, é que os fabricantes têm recursos para deixar o mourão em processo de vibração, o que permite levar as bolhas de ar à superfície do concreto, o que contribui notavelmente para a coesão e rigidez do mourão.

Descargas elétricas

Os raios, durante milênios, têm sido o pesadelo da humanidade, e foram domados pela primeira vez no século XVIII. Teórico da eletricidade estática, Benjamin Franklin teve, em 1752, a visão da “captura” de uma descarga elétrica proveniente de uma tempestade elétrica.

A experiência funcionou, e a pipa usada por ele direcionou a descarga para o solo. Há séculos, teóricos sobre o assunto se perguntam como Franklin sobreviveu à experiência, o fato é que inventou o pára-raios.

Instalação de para raios, geralmente, faz parte do projeto de construção, mas enquanto este não for homologado via AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), não será possível habitá-lo. Para facilitar o trabalho dos bombeiros, é sempre interessante dispor de um laudo spda (Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas) emitido por entidade credenciada.

Descrito o objetivo da instalação do SPDA no imóvel concluído, cabe mencionar que, tão logo a estrutura começa a subir, é praxe entre as construtoras o cuidado de manter hastes de pára-raios aterradas logo acima da estrutura, como forma de reduzir os riscos para quem trabalha na obra, e danos para equipamentos e o investimento feito, em mão de obra, tempo, materiais e expectativas.

Essas hastes sobem com a estrutura, até que esta atinja a altura final, ali permanecendo até ser substituídas pelo SPDA definitivo.

Aterramento

São duas as finalidades de um sistema de aterramento, ambas dependentes da existência de um quadro de disjuntores. Neste último, devem estar instalados disjuntores térmicos e disjuntores diferenciais.

Os primeiros miram na proteção de equipamentos no tocante ao consumo excessivo e a curtos circuitos, seja entre fases, seja entre fase e neutro (terra).

Já os disjuntores diferenciais miram nos choques elétricos, principalmente entre fase e terra (neutro), onde frequentemente as pessoas sofrem esse tipo de acidente: são o disjuntores diferenciais que detectam correntes de choque fluindo através de circuito formado pelo organismo da vítima, e desarmam a energia, minimizando a exposição ao risco.

Corrosão na indústria

Esse é um problema que afeta as indústrias todo o tempo. A corrosão pode resultar a partir da atmosfera mais pura, do vapor de água em suspensão no ar, ou de chuva.

Evidentemente, em ambiente urbano, e principalmente ambiente industrial, gases e vapores que ameaçam a saúde também podem afetar os ativos.

Dentre as ligas usadas em indústria, a necessidade de tratamento anticorrosivo para estrutura metálica dependerá dos agentes a que as citadas estruturas forem expostas, nos processos, ou ambientes. Das ligas frequentemente usadas em indústria:

  • Aço-Carbono;

  • Latão;

  • Bronze;

  • Inox;

  • Etc.

As mais imunes são os aços inoxidáveis. Ligas como o latão e o bronze também apresentam imunidade em algumas aplicações.

Dificilmente alguma liga estará tão sujeita à oxidação quanto o aço-Carbono, que deve ser revestido com recursos contra corrosão tão logo saia do banho de decapagem.

O Ferro é o quarto elemento mais abundante na crosta terrestre, mas dificilmente é encontrado livre na natureza, e sim, na forma ferrugem, composta pelos óxidos ferroso e férrico.

O processo de redução (inverso da oxidação) é conhecido há três mil anos, e é obtido derretendo-se o minério de Ferro em altos fornos, em presença de Carvão, em temperaturas superiores a 1200°C.

Mas o que resulta deste processo é uma liga de Ferro, o aço-Carbono, que, como foi dito, tem uma elevada propensão à oxidação.

A proteção do aço pode ser obtida via revestimento metálico, via aplicação de tinta, ou de resinas a base de borracha.

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