O século XX se caracterizou pelo desenvolvimento da tecnologia de de dispositivos que convertem variáveis físicas (luz, som, pressão, radioatividade, temperatura, etc.) em grandezas elétricas, o que possibilitou tratá-los eletronicamente, e interfaceá-los com medidores elétricos.


Muitas dessas variáveis puderam ser assim se tornar mensuráveis, indicadas eletricamente.

Até à década de 1970, a palavra medidor era associada à imagem de um relógio: mostrador, escala, ponteiro. Assim, os medidores passaram a ser sinônimos de mostradores:

  • Balanças;
  • Cronômetros;
  • Manômetros;
  • Voltímetros;
  • Amperímetros;
  • Transdutores.

Tecnologia digital

A era do processamento digital se difundiu na década de 1970. A popularização dos diodos eletroluminescentes (LEDs) logo evoluiu para os indicadores digitais de sete segmentos.

Talvez o primeiro instrumento digital tenha sido exatamente um relógio, com indicação de horas, minutos, eventualmente segundos. Estava iniciada a era dos Medidores digitais.

Medidores profissionais

As aplicações dos medidores, desde sua origem, puderam ser diferenciadas como profissionais, das de finalidade doméstica. As primeiras são imersas num contexto de geração de lucros, as segundas permitem resolver problemas próprios, pertencentes ao dia-a-dia.

A partir dos indicadores eletroluminescentes, os medidores evoluíram para mostradores monobloco de cristal líquido, e hoje são geralmente parte integrante de conjuntos que mais parecem tablets, com tela colorida sensível a tato e funções selecionadas diretamente no visor.

Nessa categoria, estão inclusos os Medidores de espessura. Trata-se de análise comum em Segurança do Trabalho. Um medidor de espessura geralmente se baseia em medições acústicas (ultrassom), pois uma leitura isolada pode representar uma informação muito pobre, capaz de não ser representativa, deixando provavelmente de captar alguma alteração excessiva.

Assim, aproveitando a capacidade expositiva de um visor colorido para mostrar um perfil de espessuras atualizado em tempo real, o visor viabiliza varredura contínua; em caso de detecção de alguma irregularidade, esta pode ser analisada em detalhe.

Outra aplicação de caráter profissional, entre muitas outras, é a monitoração climática, que inclui integração de volume de chuvas, gráfico de temperaturas ao longo do período, e registros do anemômetro (Medidor de vento), intensidade, direção e sentido.

Medições domésticas

Se para um usuário doméstico o pagamento de energia é uma questão de orçamento familiar, para a concessionária de energia é um assunto de cobrança e quitação, e corte de energia caso esta não aconteça.

Se raramente o cliente tem o cuidado de conferir a leitura, o funcionário encarregado da leitura a confere para a emissão da cobrança.

O tradicional “relógio de energia”, em uso há muitas décadas, dotado de indicadores analógicos, vem cedendo lugar para o Medidor de energia digital.

E, se atualmente a fatura já pode ser obtida diretamente pelo site, nada impede que a linha de energização permita a comunicação da concessionária com o medidor, para a consulta das leituras, dispensando as visitas e a intrusão nos domicílios.

Um usuário doméstico geralmente contrata duas fases de energia, que lhe permitem dispor de tensões nominais eficazes de 110V e 220V. Já usuários industriais podem necessitar de alimentação para motores, e equipamentos elétricos geralmente usam motores trifásicos.

A medição neste caso passa a depender de um integrador de potência no tempo, um Medidor trifásico de energia.

Mesmo no ambiente doméstico, as medições mudaram. Durante o conturbado início do século XX, receitas de culinária eram verdadeiros exercícios de adivinhação, considerando até que a alimentação era escassa.

Com o advento de uma paz relativamente duradoura, logo a televisão invadiu a vida dos que antes estiveram guerreando. A programação passou a incluir sessões de culinária, e nestas, conceitos como pitadas e punhados se tornaram inaceitáveis.

Dentre os Medidores caseiros, surgiu o espaço para as balanças domésticas. Também o conceito de “dar o ponto” deixou de ser suficiente: iniciou-se a era dos cronômetros de cozinha, e temporizadores regressivos.

Tecnologia SMD

A fabricação de módulos eletrônicos tornou-se automatizada, ao ponto de a intervenção humana se limitar à definição do produto e da quantidade a ser produzida.

De tal modo que o tempo de fabricação decaiu geometricamente, e, junto, o custo de fabricação. Isto se aplica aos relógios digitais, assim como aos medidores digitais. A demanda por instrumentos analógicos também despencou, embora não tenha desaparecido completamente.

Resultou que um multímetro analógico pode custar várias vezes o preço de um multímetro digital.

Além disso, é frequente um multímetro analógico oferecer um desempenho inferior ao do digital: caso a necessidade seja a de um multímetro analógico eletrônico, o preço volta a subir. Outros fatores que podem encarecer o preço são:

  • A medida (largura) do instrumento
  • A existência do espelho antiparalaxe
  • A impedância básica do medidor
  • A gravação manual da escala
  • A resolução da escala

Multímetros digitais de qualidade um pouco superior possuem também recursos de medição que incluem, entre outras:

  • Correntes alternadas
  • Continuidade
  • Frequências
  • Capacitâncias
  • Temperaturas

Instrumento básico de quem ingressa nas profissões relacionadas com eletrônica: possibilita medir tensões contínuas e alternadas, correntes contínuas, e resistências elétricas.

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